quinta-feira, 23 de maio de 2013

Estado de greve... Desvalorização do Educador...






Abaixo Textos da educação em Blumenau nos últimos momentos:
Uma coisa fica evidente: a educação é um cmércio aonde se faz muita reportagem, reuniões, leis e mais leis...
Mas ao avesso disso estamos vendo a enorme falácia do ensino público no Brasil.
Se reportar-mos a Finlândia aonde o povo uniu-se em prol da qualidade de ensino, vemos que o que falta para o povo Brasileiro é: parar de falar e agir.
Pois se os pais e os responsáveis pelo ensino não o valorizam, qual a máxima que estamos vivenciando?
A burocratização das leis básicas do ser humano: Ensino público de qualidade...



(Quarta-feira,22/05/2013 )
CONFERÊNCIA DELIBERA PELA CRIAÇÃO DE FÓRUM MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO

Dentro de 60 dias Blumenau passará a contar com um Fórum Municipal de Educação. A decisão foi tomada nesta terça-feira, 21, durante a II Conferência Municipal de Educação. O encontro, que aconteceu na Uniasselvi, reuniu 452 pessoas credenciadas. Elas deliberaram pela criação do Fórum, bem como elegeram 24 propostas de melhorias para a educação, que serão apresentadas na Conferência Intermunicipal.

A criação de um Fórum Municipal de Educação já era uma necessidade constatada pela sociedade civil organizada e que foi apoiada pelo prefeito Napoleão Bernardes e pela secretária de Educação, Helenice Luchetta, durante a solenidade de abertura da Conferência. Conforme conta a presidente da Comissão Organizadora do evento, Laura Chaves, nos próximos dias a ata da Conferência será encaminhada para o Executivo Municipal a fim de que sejam emitidos convites para todos os segmentos da sociedade que queiram integrar o Fórum.
De acordo com Laura, “é de fundamental importância que todas as entidades integrem o Fórum, não só os representantes da área da educação”. Ela explica também que, por deliberação dos presentes na Conferência, ficou definido que a Prefeitura deve concluir os trâmites de constituição do Fórum no prazo de 60 dias. O Fórum Municipal de Educação terá como principal atribuição discutir todas as políticas municipais de educação.
Ainda durante o evento, foram realizadas palestras sobre os dois eixos de debates definidos pela Comissão Organizadora da II Conferência Municipal de Educação, com base nos sete eixos temáticos apresentados no Documento-Referência disponibilizado pela Conae 2014. As palestras trataram dos eixos I e IV, que discutem “O Plano Nacional de Educação e o Sistema Nacional de Educação: organização e regulação” e a “Qualidade da Educação: democratização do acesso, permanência, avaliação, condições de participação e aprendizagem”.
Após as palestras e os debates, foram apresentadas 53 propostas voltadas às temáticas de gestão escolar, formação de professores e qualidade de ensino. Destas, 24 foram aprovadas e serão encaminhadas para a Conferência Intermunicipal de Educação, que acontece em agosto. Todas as deliberações desses encontros serão apresentadas posteriormente na Conferência Nacional da Educação (Conae), que será realizada fevereiro de 2014.
Assessora de Comunicação: Talita Catie




Decisão assembleiaMunicipio de Blumenau em estado de Greve 
Também convenhamos um prefeito vir a oferecer 1 real de aumento no vale refeição é porque não tem noção nenhuma de família e gastos, e principalmente de valorização do ser humano... 
Enquanto o passe de ônibus, os alimentos e tudo mais tiveram aumentos absurdos neste ultimo ano, vemos pessoas formadas e capazes recebendo a miséria que recebe um trabalhador braçal, que nunca estudou.
Como queremos ter um povo culto se o ensino não é valorizado?
Lógico que ninguém mais quer ser educador.
Estudar para não ser valorizado?
Gastar com ensino e depois não ter retorno?
Creio que estas são as máximas que aflingem os educadores.

Servidores declaram estado de greve à espera do PPA

Diante da negativa do governo em apresentar nova proposta econômica, os servidores públicos municipais de Blumenau decidiram manifestar seu descontentamento decretando estado de greve. Contudo, a categoria espera o resultado da primeira rodada da Mesa de Negociação Permanente, que iniciará em junho, e o envio à Câmara de Vereadores do projeto de lei do Plano Plurianual (PPA), previsto para julho. Caso os seus anseios não sejam atendidos, os servidores estão dispostos a paralisar suas atividades. Até lá, a ordem é fortalecer o movimento em cada local de trabalho.
Os servidores esperam ver se serão contemplados no projeto de lei que estabelece o PPA, que prevê a arrecadação e os gastos em programas e ações para o período de quatro anos (2014-2017). A proposta deve ser encaminhada pelo Executivo para a Câmara de Vereadores até o dia 31 de julho, tendo o legislativo até o dia 14 de setembro para realizar a votação e devolvê-lo ao Executivo para a sanção.
Três propostas foram colocadas em votação pelos dirigentes do SINTRASEB, Sindicato Único dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Blumenau. Todas previam o estado de greve. Duas foram indicadas pelos representantes por local de trabalho, em reunião na última segunda-feira (20): estado de greve à espera da votação do PPA e estado de greve com paralisação das atividades após cumprir o prazo de comunicação de 72 horas. A terceira proposta previa estado de greve com paralisações a cada 15 dias.
Na última assembleia a categoria rejeitou a proposta econômica do governo, que ofereceu 7,16% de reajuste, referente ao INPC dos últimos 12 meses, R$ 1 no vale-alimentação, passando de R$ 12 para R$ 13, e se comprometeu em criar a mesa de negociação permanente, com início no mês de junho, para discutir a revisão da tabela salarial, de um plano de carreira, cargos e salários (PCCS) que contemple todos os servidores e uma política de recuperação das perdas históricas, que somam 29,02% desde 1997 (segundo o DIEESE, Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
Independente do resultado da terceira assembleia realizada pelo sindicato, o governo já havia sinalizado que o reajuste de 7,16% nos salários e o vale-alimentação no valor de R$ 13 estariam garantidos na folha de maio. Além disso, a administração municipal instituiu através do Decreto nº 9.993/2013, de 21 de maio, o Comitê Permanente de Negociação, entre o Município e o Sindicato de Servidores – SINTRASEB, como forma de reafirmar as intenções e os compromissos assumidos durante as negociações.
Pela contundente manifestação de insatisfação dos servidores, que decidiram entre três propostas que continham o estado de greve em suas resoluções, o governo do prefeito Napoleão Bernardes terá que apresentar no PPA, como também na LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias, e na LOA – Lei Orçamentária Anual, resultados práticos de valorização do servidor, sob pena de ver esgotada a paciência da categoria.

ASSEMBLEIA APROVA MOÇÃO DE REPÚDIO

No início da assembleia os servidores aprovaram, por esmagadora maioria (apenas uma abstenção), uma moção de repúdio endereçada à Câmara de Vereadores. O documento, que surgiu como indicação e indignação dos representantes por local de trabalho, questiona a composição da comissão de parlamentares criada para acompanhar as negociações entre o executivo e o sindicato.
Entre eles os vereadores Fábio Fiedler e Robinsom Soares, ambos do PSD.
Os servidores rejeitam qualquer interlocução com os vereadores que foram cassados por abuso de poder político e econômico, mas que se mantêm nos cargos por haver grau de recurso.

Confira o documento aprovado pela assembleia:

MOÇÃO DE REPÚDIO

Dignidade e respeito: Lutamos por valorização.
Nós, servidoras e servidores públicos municipais, reunidos em Assembleia Geral nesta data, expressamos nosso repúdio à Câmara Municipal de Vereadores, em especial pela criação de uma comissão de vereadores para acompanhar as negociações salariais entre o Executivo e nosso Sindicato composto por dois membros cassados, em primeira instância, por abuso de poder político e econômico pela Justiça Eleitoral.
Além disso, repudiamos o proselitismo destes vereadores cassados, partidários e participantes do governo que nos últimos oito anos reduziu, substancialmente, o percentual do orçamento para o pagamento dos salários dos servidores e servidoras públicas, negando-nos direitos (como a avaliação por desempenho), e precarizando os serviços públicos e as condições de trabalho.
Por fim, nos solidarizamos com o Ministério Público de Santa Catarina, confiantes na apuração completa do episódio conhecido como “Operação Tapete Negro”, ainda mais que a atual legislatura da Câmara Municipal tem se negado a investigar os fortes indícios deste que pode ser o maior escândalo de corrupção que nossa cidade já teve notícia.
Blumenau, 22 de maio de 2013.

Clique aqui para fazer o download da Moção de Repúdio.


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